
É isso aí, acabou. O blog, apesar de não ter chegado nem a um ano de vida, durou bem mais do que eu imaginava. É só ler o primeiro post e conferir. Acontece que não tenho tido vontade de escrever, e não faz sentido escrever sem prazer. Outra questão importante é que eu definitivamente não gosto dos textos daqui. Antes de tomar a decisão de fechar as portas do Ritmo Dissoluto resolvi ler todo o arquivo, e cheguei à conclusão de que nada se salva, não me orgulho de ter escrito nenhum dos textos, vejo defeitos na maioria e sequer reconheço o andre que escreveu outros tantos.
É claro que gostar ou não pode ser importante agora, na decisão de manter ou não o blog, mas tenho absoluta convicção de que, alguns mais outros menos, os textos aqui publicados foram importantes para mim, e também não tenho dúvida de que, salvo raras exceções, só os publiquei porque achava que, na época, valia a pena. Fico feliz que certos textos tenham sido relevantes para alguns dos poucos leitores deste espaço, e acho que a idéia de fazer o Ritmo Dissoluto foi já foi bastante recompensadora e positiva por alguns e-mails e comentários que recebi.
Mas realmente não vejo sentido em continuar escrevendo. Não percebo nenhuma qualidade no que aqui foi publicado e, mais do que isso, não mais sinto necessidade de escrever. Não na internet, pelo menos. Pelo contrário, o que era um prazer tornou-se quase uma obrigação. Certeza absoluta tenho de que ninguém vai sentir falta das minhas opiniões, dos meus achismos, das minhas manias (afinal, não é disso que se trata?). Até porque boa parte dos leitores do Ritmo, salvo um ou outro incauto, é de amigos e pessoas próximas que podem, acompanhados de cerveja ou café, saber o que achei do último filme do Woody Allen, do último cereal matinal que comi ou do último livro que li. Mas nesse bar daqui eu já pedi a conta.