quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Destino

Os homens contribuem para o próprio destino, determinam certos fatos que vão acontecer com eles. Chamam o destino, apertam-no contra si e não se separam mais dele. Agem desse modo mesmo sabendo desde o início que estes atos terão resultados nefastos. O homem e seu destino se realizam reciprocamente, moldando-se um no outro. Não é verdade que o destino se introduz às escondidas em nossa vida: entra pela porta que nós mesmos escancaramos, pondo-nos de lado para convidá-lo a entrar.

General Henrik, In As brasas, de Sándor Márai

2 comentários:

Ticous disse...

A física teórica diz que é possível prever a evolução de TUDO no universo, mas isso é absurdamente complexo (e inviável, creio eu).
Mesmo assim, filosoficamente falando, não acredito em destino. Seria muito sem graça se não pudéssemos escolher e/ou mudar as coisas...

Andre disse...

ticous: Pelo visto é a física justificando o Eterno Retorno do Nietzsche. Interessante.