segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Rembrandt


Rembrandt se recusa a subtrair os fatos humanos ao fluxo do tempo para transportá-los à pura espacialidade da forma: ele recoloca a história no tempo, e na continuidade e mutabilidade do tempo não pode ter lugar ou existência uma forma incorruptível, eterna. E, se a história já não é o “finito”, mas sim o “não-finito”, o contínuo, o não-acabado formal de Rembrandt deve ser considerado, mais que uma nova experiência de visão, a expressão de uma nova dimensão, de um novo valor da história: aquele sobre o qual se funda a moderna cultura européia.

(Giulio Carlo Argan, Imagem e pesuasão: ensaios sobre o barroco).

3 comentários:

Pedro disse...

Nossa... o cara gosta mesmo de Rembrandt... E realmente a obra que você colocou aqui é muito bem trabalhada, muito mesmo... não é uma foto antiga não? (eu e minha ignorância acerca de obras de arte)

Abraços

Andre disse...

pedro: assim que tiver tempo pretendo escrever um texto sobre arte realista (ou ultra-realista), a relação pintura / fotografia, etc :-)

Ticous disse...

Eu não comento esses posts sobre arte porque eu sou um troglodita que não entende de arte. Apesar de só saber "lê só as figura".