domingo, 16 de setembro de 2007

Algumas notas sobre a Bienal do Livro

Queria ter me dedicado ao blog nesse fim de semana, mas esses dias foram, do ponto de vista mental e intelectual, vergonhosos. Além do mais, foram muito exaustivos, tanto física quanto espiritualmente (na falta de termo melhor).

Mas dentre as coisas muito boas e muito ruins, vamos à Bienal do livro, que sem dúvida está no time das primeiras:

- Como de costume, o ponto alto do evento foi o estande de doces portugueses. O doce de nozes valeu meu domingo completamente. Aliás, já está se tornando uma tradição: daqui a dois anos acho que vou até o fim do mundo apenas para comer os docinhos. Andar cinco horas naquele galpão cansa demais.

- Outro ponto notável da Bienal foram as esfihas folheadas do Habbib's, de cheddar com pepperoni e de mussarela com tomate. Muito mais caras do que as esfihas clássicas, mas muito boas mesmo.

- Um dos momentos mais divertidos da tarde foi assistir uma partida de uma espécie de futebol virtual. Eram três crianças tentando fazer gol, jogando contra ninguém. Perderam o jogo.

- Dentre os momentos bizarros, tivemos a presença de um grupo de pessoas, com cerca de 20 anos de idade, vestindo roupas de Harry Potter. Lá também é grande demais, com coisas inúteis demais. E fica longe. Deus, como aquele lugar é longe. Foi uma hora e meia de viagem, mais tempo do que se leva para ir do Rio até Teresópolis.

- Ah! Também havia livros por lá. Comprei os seguintes:

Um mestre na periferia do capitalismo, Roberto Schwarz
Ao vencedor as batatas, Roberto Schwarz
O afeto que se encerra, Paulo Francis
Sobre o Islã, Ali Kamel
Memória de elefante, António Lobo Antunes

Todos comprados com seus devidos descontos, claro.

Agora, bastante cansado e um pouco mais pobre, resta esperar mais dois anos para comer novamente a deliciosa torta de nozes.

5 comentários:

Cla disse...

1: quem acha que o andré foi na bienal pra comer levanta a mão: o/

2: vc NÃO conhecia as esfihas folheadas do habbib's?

3: vc viu que vai abrir habbib's no shopping tijuca? gostaria mt de shake hands com o dono, esta pessoa é um gênio! não tinha um habbib's sequer na área tijuca/grajaú/vila isabel/maracanã/andaraí. é óbvio que com esfihas folheadas tão perto minha vida vai ser mais feliz - e gorda! mas feliz!

4: dps nos dê o parecer sobre suas aquisições na bienal!

5: é fato que judas perdeu o band aid do dedinho mindinho lá! pq as botas e as meias ficaram MT antes!

beijo!

andre disse...

cla: essa Habbib's da Tijuca vai ser uma perdição. Eu não sabia que esssas esfihas existiam porque não tenho ido muito ao Habbib's. Eu ia mais no do Rio Sul, mas acabou. O do Centro é meio longe do IFCS. E eu diria mais: o Rio Centro é o lugar em que Judas perdeu a casquinha do machucado, depois do band aid cair.

beijo!

Ticous disse...

E eis um post sobre algo que eu tenho o que falar! Afinal de contas, fui seu parceiro de peregrinação bienalística! (???)
Eu, como sou chato, vou só reclamar.
- As esfihas realmente são boas, mas é uma tremenda putaria eles não fazerem as normais por lá, que são um terço do preço (talvez menos).
- Os doces portugueses também são bem gostosos, mas são caaaaros... fiquei com uma raspadinha tosca de uva (que foi só cara).
- Realmente, as crianças jogando o """futebol""" foi fenomenal. E os nerds estranhos vestidos de Harry Potter, com capa e o cacete, foi muito tosco (um deles estava de cachecol! E tava um calor da porra!!!).

E pra pessoa aí de cima, o que eu sempre ouvi falar é que não tinha Habib's na Tijuca por briga judicial. Não sei os detalhes, mas parece que rolava uma mutreta pra não ter Habib's por aqui competindo com o McDonald's.

E até a próxima bienal!

Cla disse...

coooomo assim é longe andré?! o habbib's é na presidente vargas EM FRENTE à uruguaiana! rs CARA DE PAU :p

Alexander Englander disse...

aí, camarada, bora na feira da carioca, haha

Sobre esfrir..., quer dizer, memória de elefentes retirei do Blog da Fernanda:
Penso em como me transformei em um baú repleto de pegadas não entregues ao mar- ou qualquer intempérie. Suponho que deveria ter fixado os ensinamentos de La Fontaine e construído apreço pelo bambu, fino e maleável... Quem sabe, por favor, uma dose curta de memória (um elefante nunca esquece e, como tal, carrega o peso).
http://www.imergir.blogspot.com/